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domingo, 15 de abril de 2018

A farsa - C. L. Taylor

Título original : The Lie
Editora Bertrand Brasil
Ficção inglesa
Tradução Daniel Estill
393 páginas
Quatro amigas: Emma, Al, Leanne e Daisy. Uma carente, insegura, outra homossexual assumida marrenta, também uma desconfiada anoréxica e, por último, a mais bonita e próxima da primeira, que transa com todos. Decidem entrar de férias numa viagem ao Nepal para curar a dor de cotovelo de Al pelo fim de seu namoro com Simone. Vão para um recanto de meditação liderado pelo bonitão Isaac. Porém,  a situação do que era esperado de um retiro espiritual não se parecia com a vendida no site. Coisas estranhas aconteciam.
E a estória vai do presente para o passado, cinco anos antes, nessa dita viagem de férias, quando duas das quatro amigas morreram e sobraram Emma e Al. Emma, que no presente, chama-se Jane, numa mudança proposital de nome para se esconder.
Um livro cansativo, mal escrito, personagem principal, Emma, que não estimula, não emociona e não prende. 

C. L. Taylor


C. L. Taylor
Autora bestseller de thrillers psicológicos. Os seus livros venderam mais de um milhão de exemplares, tendo já sido traduzidos em mais de 20 países.
Nasceu em Worcester, no Reino Unido, e formou-se em Psicologia pela Universidade de Northumbria. [Fonte: Skoob]

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

As gêmeas do gelo - S. K. Tremayne

Título original The Ice Twins
Ano de publicação original 2015
Tradução Verônica Radulescu
Editora Bertrand Brasil /2016
Ficção inglesa
362 páginas 

Quando Kirstie e Lydia nasceram, cabelo branco como neve, olhos de um céu claro, o avô as apelidou do gêmeas do gelo. Apesar da personalidade diferente, eram gêmeas idênticas, difícil até para os pais Angus e Sarah Moorcroft distingui-las. Elas tinham uma comunicação própria, quase telepática. Mas Lydia sofre uma queda e morre. A mãe não supera a morte da sua preferida entre as duas. O pai envereda na bebida. O casamento sofre com a perda. Kirstie, a sobrevivente, começa a ter alucinações que seria a irmã Lydia que morreu, ou que ela estaria ali entre eles o tempo todo. A família Moorcroft se desestrutura aos poucos com revelações, descobertas, segredos. Decidem se isolar numa ilha herdada pelo marido para fugir da pressão que sofriam, desejando um reinício, esquecimento. Mas fugir fisicamente para uma ilha isolada, fantasmagórica, pode não ser a solução que fará apagar a realidade e a memória. 
Primeira voz em Sarah, terceira em Angus.
Um bom livro.
"A minha própria morte não é assim, tão intolerável. O problema é a morte daqueles que amo, porque parte de mim morre com eles. Assim, qualquer forma de amor é uma forma de suicídio."

O autor
Sean Thomas/ Tom Knox / S.K.Tremayne
Tom Knox é o pseudônimo do escritor e jornalista britânico Sean Thomas. Nascido em Devon, Inglaterra, em 1963, estudou filosofia na University College de Londres. Como jornalista, ele escreveu para o Times, o Daily Mail, o Spectator e o Guardião, principalmente em viagens, política e arte. Quando ele escreve sob o nome de Tom Knox, especializa-se em thrillers arqueológicos e religiosos. Mais recentemente escreveu romances sob o pseudônimo de S. K. Tremayne.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Cuco - Julia Crouch

Título original: Cokoo
Ano publicação original 2011 Grã-Bretanha
464 páginas
Tradução Tiago Novaes
Editora Novo Conceito / 2012
Ficção inglesa
Rose recebe uma ligação da amiga Polly, dizendo que o marido Christos morreu e encontra-se em situação difícil com os dois filhos pequenos e abalada pela tragédia. Propõe, então, que amiga fique em sua casa, onde mora com Garreth e as duas filhas Anna e Flossie. Esse é o pior dos erros de alguém, sabemos disso, atos de humanidades à parte. Antes tivesse preferido a maravilhosa distância da amiga compositora, cantora e bonita. Mas a amizade das duas tem muitos segredos, favores, não se pode negar uma mão. 
Polly é uma ex pop star, ex drogada, personagem cheia de mistérios e desconfianças, considerada a grama mais verde do vizinho. Porém revela que, ao invés do verdejamento, estaria mais para uma erva daninha. Na realidade, Rose, dona de casa que se sente em dívida com Polly,  é uma personagem que não apaixona o leitor, crédula, devotada demais à família, insegura com o próprio corpo, amor e marido. 
Por fim, assim como um alcoólatra quando descobre uma adega escondida e não a larga até consumir todo o estoque [por falar em adega, como bebe a tal Rose!], a tal amiga viúva faceira não sairá tão fácil da casa emprestada. Então a tal Rose se arrepende de ter aberto as portas pra amiga.
Só um pequeno spoiller: todas as personagens mulheres vão para a cama com todos os personagens homens. Um desfrute sem fim.
O final... bem, nem todo final de livro é como a gente quer. Senão nós seríamos os escritores e não o escritor que escreveu. Aceitar e pronto. O que posso fazer é dar uma avaliação baixa por conta disso.
Um livro regular. Mas vale a leitura. 

Julia Crouch
Julia Crouch
Nasceu em 30 de abril de 1963, Cambridge e estudou Drama na Universidade de Bristol. Passou dez anos trabalhando como diretora de teatro e dramaturgia, depois se tornou uma gráfica e designer de sites bem-sucedida, uma carreira que ela seguiu por mais uma década enquanto criava seus três filhos. Um mestrado em ilustração seqüencial voltou a despertar seu amor pela narrativa e alguns cursos de escrita criativa da Universidade Aberta a levaram à escrita. Cuco, seu primeiro romance, surgiu como um rascunho muito fraco durante NaNoWriMo (National Novel Writing Month) em 2008. Atualmente trabalha em um galpão no fundo da casa de Brighton que ela compartilha com seu marido, o ator e dramaturgo Tim Crouch, seus três filhos, dois gatos chamados Keith e Sandra e cerca de doze guitarras (você pode encontrar #Keith, quem tem o seu própria hashtag, no twitter). Ela é um geek auto-confessa e luta para resistir a mexer com o código em seu site, que pode ser encontrado em www.juliacrouch.co.uk.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Entre quatro paredes - B.A. Paris

Título original Behind closed doors
Tradução Roberto Muggiati
266 páginas
Editora Record/2017
Romance inglês
Grace, voz que narra a estória, tem uma irmã com síndrome de down, Millie, e sabe que, quando casar, leva-la-á consigo, porque é sua responsabilidade já que os pais rejeitam a ideia de cuidar da filha. E, quando conhece Jack Angel, se apaixona perdidamente, bem como Millie, principalmente porque ele aceita a irmã e a adora. Casam-se. Porém,  logo na lua de mel, o marido que imaginava conhecer se revela outra pessoa, capaz de crueldades, chantagens, torturas que nunca imaginaria no perfeito Jack que conhecera.
Mas o alvo de Jack não era Grace. O objetivo dele era ter em suas mãos a irmã dela, Millie.
Um livro perturbardor. Quem nunca se deparou com a situação de pensar conhecer alguém e depois ter claro quem era a pessia idealizada de fato? Os capítulos são divididos em capítulos entre presente e passado e a revelação de quem seria Jack só se dá em 38% do livro, o que é bem demorado.
Recomendo.
A autora
Livro de estréia da escritora que nasceu em 1958 na Inglaterra, mas a maior parte de sua vida passou na França, onde vive atualmente. Já trabalhou em finanças num banco internacional e como professora. Tem cinco filhos.

Não conte para a mamãe - Toni Maguire

Tradução Ludimila Hashimoto
Editora Bertrand Brasil / 2012
308 páginas
Antoinete, ou Toni, como preferia ser chamada na adolescência, teve uma infância invadida pela violência e abuso do pai a partir doa seis anos de idade. A busca pelo amor e aprovação alheia a fez submissa, refém do medo em revelar a violência que sofria quase diariamente com ameaça "não conte a mamãe,  é nosso segredo".
Maguire retrata a pedofilia e o estupro de menor pelo pai e comove. Quantas crianças não passam pelo mesmo absurdo e, por medo, não denunciam?  E, se denunciam, são tomadas por cúmplices, que provocam seus algozes. 
Um livro regular. 
 


Toni Maguire
Morou em Londres durante vinte anos e hoje vive em Norfolk. Em seus livros, Maguire dá voz a essa negligenciada, desprotegida e, infelizmente, numerosa parcela da população jovem de nosso tempo. Autora também de When Daddy Comes Home, Can’t Anyone Help Me e Don’t You Love Your Daddy? [Fonte: Grupo Editorial Record]

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

O acidente - C. L. Taylor

O acidente
Título original : The accident
C. L. Taylor
Editora Bertrand Brasil / 2016
Tradução Daniel Estill
308 páginas
Ficção inglesa
A filha de Sue, Charlotte, está em coma, atropelada por um ônibus. Mas ela não acredita que tenha sido acidente. A mensagem no diário da filha foi suficiente para que ela suspeitasse que a adolescente   tenha tentado o suicídio, pous se percebia um segredo nos últimos registros escritos. A filha estava com medo e tinha um segredo.
Porém as suspeitas de Sue não são acreditadas pelos outros, o marido Brian principalmente,  porque ela tem histórico de surtos psíquicos, originados de traumas do passado. Durante os vinte anos desde que conseguiu sair da relação abusiva com James, imaginava que ele a perseguia.
A narrativa se desenvolve no momento presente, na voz de Sue e também no passado, vinte anos antes, quando se apaixonou e foi envolvida pelo psicopata bonitão bom de cama. 
Deixa-nos a reflexão: até quanto se conhece um filho?
Um suspense razoável. Não foi melhor porque o final tinha duas saídas bem óbvias. Esperava ser surpreendida por um terceiro curso do drama, porém não deixou surpresas. Previsível.  
Mas, pelo suspense e forma de narrar, mereceu um regular.