terça-feira, 18 de julho de 2017

As mães - Brittany Bennett

As mães - Brittany Bennett
The Mothers
Editora intrínseca / 2017
256 páginas
Tradução Carolina carvalho 

O que chamou a atenção para o livro primeiramente foi o título : será Górki, Pearl ? Livros muito bons com o nome matriarcal. Aí entramos na dita leitura e já pensamos.... Será  Elena Ferrante? A trama de amizade entre duas adolescentes, algo de inveja e apego exagerado nos remete à quadrilogia que nunca acaba da escritora misteriosa.  E assim vamos lendo, sempre na expectativa de algo aconteça.
Pois bem, no livro, Nadia, recem órfa de mãe, suicida quentinha na sua tumba, não deixa explicação para a bala ter ido se alojar em sua cabecinha linha e morena. O pai e a filha restam, numa relação fria e complicada, seguem em sua vida na pequena cidade de Oceanside na Califórnia. Mas a adolescente de 17 anos busca apoio em Luke, o filho do pastor, que também faz um filho nela. Esse não vinga, fica nas mãos de profissionais da vingança feminina: abortistas. Mas eles não superam essa "perda" . Mesmo ela indo para a universidade, continuando suas aventuras e ele na vidinha medíocre de ex-jogador de futebol americano ferido, inválido que trabalha em subempregos. Em paralelo a isso tudo, surge Aubrey, o outro lado da moeda, a menina desinteressante que se torna melhor-amiga-inseparável-irmã, a utopia adolescente. Mas a garota fica na cidade de Oceanside, ao lado de Luke, enquanto Nadia vai estudar. .. Já viu tudo né?
Enfim,  previsibilidade maior não há. Apenas expectativa que o livro irá acontecer, onde estão as mães, mas isso não acontece nem esclarece.
Spoillers são dignos para livros ruins e, portanto, perdoados.
Mas ler é isso: de tudo, bom ou ruim.
"A tristeza não é uma fila, em que esperamos avançar para cada vez mais longe da perda. Nunca sabemos quando seremos lançados de volta para suas garras"

segunda-feira, 17 de julho de 2017

O violão azul - John Banville

Oliver Otway Orme é o personagem do livro que nos leva ao deleite de uma ótima leitura. Aos quarenta e poucos anos ele se acha velho. Absurdo, claro. Eu sou uma menina.
A mente do nosso Olly é um campo minado. Em uma conversa, um objeto pode chamar sua atenção, que reporta uma memória,  um passado ou uma simples metáfora. Assim é maravilhoso livro de Banville.
Nele descobrimos que todos  te percebem e vc se pensa invisível, o ego constrói o presente, acredita no que acha. Por isso é sempre de bom alvitre nunca ter conceitos próprios arraigados.
Quando Oliver tem as recordações do pai, assim como da mãe, fazemos a leitura do quanto é costurado em nós a infância e nossos progenitores.
Mas vamos à trama: Orme, casado com Glória,  é um cleptomaníaco pintor que voltaa viver na cidade da sua infância,  pintando seus dados quadros,  cultivando sua gordura e tendo seus casos extraconjugais. Polly, esposa de Marcus, o relojoeiro e amigo, se encanta pelo poder que emana do ruivo e gordo artista plástico.  porém nosso herói não sabe tomar decisões,  como a esmagadora maioria da raça masculina, decide fugir, não encarar os problemas quando Marcus descobre que a esposa tem um amante. E ele se deixa levar pelos medos e circunstâncias.  Pode se sentir tranquilo contanto que não force a decisões. Como disse, homens!
Tirar observações estupendas de personagens secundários como a Pip, a filha de Poly, e Janey, a cozinheira mau humorada que trabalhava para os pais de Poly é um dos encantos do livro.
Também como descreve e os cenários,  paisagens e sentimentos, com metáforas e muito brilhantismo.
Uma maravilhosa viagem literária.

Breves passagens:
"Eu mentira toda minha vida, nadava num oceano de falsidades menores - roubar transforma o homem num mestre da dissimulação -, mas será que podia confiar em mim mesmo agora para manter a cabeça fora d'água, nesse estreito turvo e cada vez mais fundo? Se eu hesitasse, se piscasse, até, a mera reação me entregaria na hora."


Baseado em fatos reais - Delphine de Vigan

Baseado em fatos reais
Delphine de Vigan
Tradução Carolina Selvatice
Título original: D'après une histoire vraie
Editora Intrínseca Ltda/ 2016
Delpnhine (personagem, não escritora), é uma escritora que alcança a fama quando publica um romance narrando fatos da sua família. Em um salão literário, ela encontra L., que se diz amiga da época de escola.
A partir daí ela começa a entrar na vida de escritora,  tomando espaço e até a identidade da amiga.
O livro é cansativo. Quando, no início da narrativa, deixa a entender que L. tinha causado um mal a ela, essa insinuação se estende pelo livro todo. Um eterno recomeçar e findar sem conta.
Não recomendo. Bem ruim.  Não apenas a trama, mas também a idéia,  a escrita. Esta é uma escritora que não pretendo terem mãos novamente.

Sociedade santa zita - Ruth Rendall

Sociedade Santa Zita - Ruth Rendall
280 páginas
Editora Bertrand Brasil
Os empregados das ricas residências do condominio fechado --- se reúnem no bar -'- para discutir assuntos da comunidade. Chamam-se os membros da Sociedade Santa Zita.
Livro monótono,  repetitivo,  demora demais a se iniciar e mais ainda para findar.

Manson - Jeff Guinn

Título original: Manson: the life and times os Charles Manson
Editora Darkside / 2014
520 páginas
Tradução O Aprendiz Verde
Uma biografia das mais detalhadas que já li. Guinn entrou no personagem do considerado serial killer americano Charles Manson desde seu nascimento,  concepção, até sua condenação.
O mais interessante do livro é o detalhamento, costura da América política e culturalmente falando. 

Por tras de seu sorriso - Faith Mortimer

Resultado de imagem para por trás de seu sorriso mortimerMoya tem uns 37 anos e gosta de uns namoros quentes. Conhece Martin, um charmoso enfermeiro,  mas logo percebe que ele tem sérios problemas. Ele invade sua casa, revira seus objetos pessoais e, confrontado, porém não satisfeito,  ele acata o fim do relacionamento e, para surpresa de Moya, o don juan aparece como namorado de sua irmã mais velha Evie. Ele encanta a todos, típico psicopata. Mas ninguém acredita nela, afinal o rapaz é um amor.... porém outras situações vão acontecendo e ela vai lutar para desmascarar o futuro cunhado ex namorado gostoso.
Um livro mal escrito,  previsível,  cheio de contradições e cansativo. 

quinta-feira, 15 de junho de 2017

O capote - Gogol

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Edição: LP&M Pocket
25 páginas
Tradução: Roberto Gomes

Conto. Um funcionário público sem ambições, amigos, que se satisfaz com o trabalho rotineiro e sem perspectiva, abandona seu capote puído e gasto de tanto tempo de uso e consegue comprar um novo. A novidade é tanta para sua vida medíocre até alcança uma certa notoriedade, sem falar no estímulo que a nova aquisição trouxe. Só que o capote é roubado e, com ele, símbolo de uma vida mais satisfatória, toda a alegria efêmera que sentiu se esvai, talvez pior, já que sentiu os ares de um novo capote em sua existência.

O autor:
Nicolai Vassílievitch Gógol
Gogol nasceu na Ucrânia , em 19 de março de 1809, e morreu em Moscou em 1852. Contista genial, romancista e teatrólogo, é considerado um dos fundadores da moderna literatura russa. Mal adaptado ao mundo Gogol morreu amargurado, vítima de alucinações, revoltado com seu tempo, a arte e a política.
Renovador e vanguardista, trouxe para a literatura russa o realismo fantástico e escreveu algumas obras-primas do conto universal, como O Diário de um Louco, ambientado em São Petersburgo, um conto que mistura realidade e sonho; O Nariz, uma farsa absurda e inquietante: o Capote, um clássico, e o Retrato, que acrescenta lirismo à obra de Gogol. [fonte: Skoob]