quinta-feira, 15 de junho de 2017

O capote - Gogol

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Edição: LP&M Pocket
25 páginas
Tradução: Roberto Gomes

Conto. Um funcionário público sem ambições, amigos, que se satisfaz com o trabalho rotineiro e sem perspectiva, abandona seu capote puído e gasto de tanto tempo de uso e consegue comprar um novo. A novidade é tanta para sua vida medíocre até alcança uma certa notoriedade, sem falar no estímulo que a nova aquisição trouxe. Só que o capote é roubado e, com ele, símbolo de uma vida mais satisfatória, toda a alegria efêmera que sentiu se esvai, talvez pior, já que sentiu os ares de um novo capote em sua existência.

O autor:
Nicolai Vassílievitch Gógol
Gogol nasceu na Ucrânia , em 19 de março de 1809, e morreu em Moscou em 1852. Contista genial, romancista e teatrólogo, é considerado um dos fundadores da moderna literatura russa. Mal adaptado ao mundo Gogol morreu amargurado, vítima de alucinações, revoltado com seu tempo, a arte e a política.
Renovador e vanguardista, trouxe para a literatura russa o realismo fantástico e escreveu algumas obras-primas do conto universal, como O Diário de um Louco, ambientado em São Petersburgo, um conto que mistura realidade e sonho; O Nariz, uma farsa absurda e inquietante: o Capote, um clássico, e o Retrato, que acrescenta lirismo à obra de Gogol. [fonte: Skoob]


quarta-feira, 31 de maio de 2017

O casal que mora ao lado - Shari Lapena

O casal que mora ao lado
Shari Lapena
Título original: the couple next door
294 páginas
Editora Record Ltda
Ficção canadense

Cora, bebê de seis meses, é sequestrada no momento em que os pais estão na casa ao lado comemorando o aniversário do marido da dona da casa, Cynthia. Anne, a mãe, deixa a filha sozinha, já que não queriam crianças na festa.  Marco, marido de Anne, logo é suspeito de ter tramado o sequestro, mas surgem outros suspeitos.
No livro, percebemos que ninguém conhece o companheiro, o pai, o jardineiro, a babá e muito menos o bebê dos seus braços. 
O título poderia ser mais lógico, já que o casal que mora ao lado não tem uma presença que justifique a pontuação no nome do livro.
No mais, um livro regular. 

domingo, 28 de maio de 2017

Em águas sombrias - Paula Hawkins

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Em águas sombrias - Paula Hawkins
Título original: Down by the Water
Editora Record Ltda / 2012
364 páginas 

A autora de "a garota do trem", suspense psicológico de tirar o fôlego que foi adaptado para cinema, não surpreendeu. Este não é tão bom quanto o primeiro, mas a trama também prende.
Numa cidade que cresceu às margens de um rio, suicídios de mulheres são histórias reais que se contam aos montes. Até o suicídio da escritora Nel que tinha fascínio pelas ocorrências e pesquisava sobre cada uma das mulheres que buscou a morte, até que chegou a vez da amiga de sua filha Lena, Katie.  Desestruturou sua cabeça e trouxe de volta à cidade sua irmã Jules para o velório da escritora suicida. No decorrer do livro, as estórias são narradas em primeira pesssoa, seja por Jules, Lena, o detetive Sean, sua esposa Helen, a detetive Erin, a mãe de Katie, Lauren, o irmão de Katie Josh, a esotérica Nickie, o pai de Sean, Patrick e a própria escritora suicida Nell Abott. Vão se costurando as narrativas.  O final pensa -se que não seria surpreendente, mas nas últimas páginas, nos prega uma peça.
Um bom livro. 
Paula Hawkins

A autora:

Paula Hawkins (Harare, 26 de agosto de 1972) é uma escritora britânica nascida no Zimbabwe, mais conhecida pelo seu romance de suspense, o best-seller The Girl on the Train.
Por volta de 2009, Hawkins começou a escrever comédia romântica de ficção sob o pseudônimo de Amy Silver, tendo escrito quatro romances, incluindo Confessions of a Reluctant Recessionista. Ela não conseguiu nenhum sucesso comercial até desafiar a si mesma a escrever uma história mais adulta e séria. Seu best-seller The Girl on the Train (2015) é um complexo thriller, com temas de violência doméstica, abuso de álcool e abuso de drogas.
Em 2016, foi selecionada pela BBC como uma das 100 Mulheres mais importantes do ano. [fonte: Wikipedia]

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Morgenstern - Kelly Hamiso

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Morgenatern - Kelly Hamiso
Novo Século editora Ltda
Literatura brasileira
368 páginas 

Uma jovem de pouco mais de vinte anos estudante de fisioterapia que trabalha num hospital,  linda e perfeita com o nome  bonitinho de Sarah, que tem uma melhor amiga, o pai cadeirante, tem um rapaz louco de amores por ela, mas a perfeitinha se encanta por um  bombadão que luta MBA cheio de princípios, também lindo, perfeito e maravilhoso. Sem falar que a lindinha tem poderes como "uma escolhida", adivinha e tudo mais! A família da bonitinha não aprova o namoro e logo ela descobre que bonitão é pai do bonitinho apaixonado por ela. Oh, drama!
Uma estorinha fraca, escrita mais fraca ainda, cheio de buracos, repleto de diálogos vazios "diz aí,  tudo bem".
Estive para abandonar a leitura a cada página lida, mas fiquei curiosa em saber onde a autora se considera escritora e como se publica algo tão ruim. Vergonha alheia em ler tal publicação. Lixo.
Não recomendo.




A autora:

Nasceu em São Paulo em 1978, empresária da construção civil (deveria ter ficado nessa profissão), cursou Letras (não informa se terminou o curso, mas com certeza não). Esperamos que fique nesse livro apenas.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

O animal mais perigoso de todos: em busca de meu pai... encontrei o assassino do Zodíaco - Gary L. Stewart e Susan Mustafa

O animal mais perigoso de todos: em busca de meu pai... encontrei o assassino do Zodíaco
Título original : The most dangerous antes mal of all
Editora Bertrand Brasil Ltda / 2016
368 páginas
Homicídios em série - EUA
Gary L. Stewart escreve uma biografia de Earl Van Dornw Best Jr, que descobre se tratar de seu pai em 2002, quando sua mãe biológica telefona querendo conhecê-lo. No livro, desenvolve teoria que o pai verdadeiro seria o assassino do Zodíaco, um serial killer que assassinou várias pessoas nos anos 60 e 70. 
Há lógica e provas concretas no que ele detalha, principalmente nas mensagem com cifras que foram enviadas pelo criminoso, na época,  para os jornais e polícia.
O assassino do Zodíaco nunca foi identificado pela polícia. O caso está sem solução,  mesmo com o livro de Stewart escrito.
Muitas vezes nao sabemos se a escrita é culpa do tradutor ou do próprio escritor. Assim, a escrita deixa a desejar. Principalmente que ele, o escritor,  tenta falar em primeira pessoa,  mas quando vai narrar a história doa pais biológicos os termos "seu pai" "sua mãe" balharam a identificação do personagem.  Também a narrativa nos reporta a um escritor sem experiência.

George - Alex Gino

George / Título original : George
Alex Gino
Editora Record. / 2016
144 páginas
Ficção infantojuvenil americano
Tradução Regiane Winarski

Nasceu menino, mas se sente menina,  não aceita a vírgula que veio de bônus entre as pernas. Além do bullying na escola, ser aceito em casa é o maior desafio de George, garoto de 10 anos transgênero que carrega seu segredo, mas sonha em interpretar o papel de Charlotte na peça teatral da escola.
Livro infantojuvenil,tema bem atual, mas que não encantou nem prendeu e menos ainda emocionou.

O livro dos Baltimore - Joël Dicker

O livro dos Baltimore
Título original : Le Livre des Baltimore
416 páginas
Editora Intrínseca / 2016
Tradução André Telles

Uma mesma família, Goldman, dois irmãos,  um que se instala em Montclair e outra em Baltimore. Cada um tem um filho único. Os Montaclair, sem grandes posses; os Baltimore abastados financeiramente, sendo o proeminente advogado Saul o pai, tio e esposo exemplar. A união dos primos Marcus, dos Baltmore-de-Monclair e Hillel, filho de Saul, foi irmanada desde a infância. Com o acréscimo de Wood aos Baltmore, recebido como filho pela família,  formou -se a gangue dos Goldman. Depois acresceu o Scott, um adolescente com fibrise cística e a irmã Alexandra.
O livro trata sobre a amizade, família,  inveja, amor, e, principalmente a capacidade do ser humano em imaginar no outro o que queria para si, transferindo felicidades inexistentes, perfeição de um mundo que o seu universo não se encontra, sem perceber que o outro lado imagina o mesmo sobre aquele que cria a realidade sobre a vida deles.  A percepção da verdade só vem com o tempo, amadurecimento, aceitação do que é seu.
Desde o prólogo,  Marcus, o Goldman que alcança o sucesso como escritor e cuja viz empresta primeira pessoa à narrativa, trata "do Drama", algo que teria acontecido aos primos Goldman -de-Baltmore. Torna-se cansativo a extensa narrativa de "meses antes do Drama", "depois do Drama", "antes do Drama". Aborrece, exaure. O livro se estende muito, delonga em repetitivos sentimentos já conhecidos. O livro é classificado como "suspense ", mas não entendo mistérios pequenos mas dedutíveis como suspense. É como se narrasse a estória da família. 
Não conhecia o autor, mas creio q daria outra chance a ele, mesmo classificando este como ruim. 

O autor

JOËL DICKER nasceu em Genebra, na Suíça, em 1985. É autor de Os últimos dias de nossos pais, que foi agraciado com o Prêmio dos Escritores de Genebra, e A verdade sobre o caso Harry Quebert, que foi finalista do Prêmio Goncourt e vencedor do Grande Prêmio de Romance da Academia Francesa e se tornou um fenômeno literário mundial.